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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

18 Meses de Afonso e a Infertilidade

Fez no domingo passado 18 meses que recebemos o Afonso nos braços. Desde esse bebé indefeso e frágil, até este pequenino ser brincalhão, sorridente, maroto e feliz, já se passou tanta coisa, mas tudo tão depressa que é quase impossível compreender COMO...

Hoje vi um post de uma companheira de luta, que já estava na luta quando comecei e que permanece na luta ainda hoje em dia e, claro, fiquei com o coração apertadinho apertadinho por ela! Desejo TANTO TANTO que TODOS os casais do mundo que sofrem com a infertilidade consigam um dia vir a experienciar TODA esta magia, felicidade, alegria, medos, etc., etc., do mundo da Paternidade!... É TÃO injusto não se conseguir, não se poder.... 

E senti-me TÃO sortuda por poder estar a viver tudo isto, por ter uma perspectiva de futuro com este serzinho a preencher a minha existência... A minha vida era tão tão tão mais pobre antes de o termos.... [Muito mais pobre do que eu imaginava, e eu já imaginava MUITO!]...

Enfim...

Mas também hoje vi outro post de uma outra conhecida, que nos contava da sua nova gravidez, o segundo filho a caminho. E não consegui deixar de sentir a velha inveja (não destrutiva!!), os velhos receios sobre se algum dia conseguirei repetir toda esta viagem!...

Neste momento é um projecto adiado, o Afonso também parece querer e precisar assim [li algures que os bebés que mamam em livre demanda e que mamam de tal forma que inibem a ovulação das mães durante tanto tempo, o "fazem" por necessidade de permanecerem nessa exclusividade durante mais algum tempo - tudo inconsciente, tudo fora do plano racional, claro - mas agrada-me pensar dessa forma, que o Afonso precisa de mim ainda em exclusivo e assim ajudar a mitigar ou acalmar esse desejo de voltar a ser mãe] e portanto, não faz mal, mas esses sentimentos de infertilidade estão cá e assaltam-me nos momentos menos esperados, recordando-me que ainda não estou livre, que ainda não acabou a luta...

Mas por enquanto, e embora não usemos qualquer tipo de protecção, visto que já passámos a data máxima em que poderia engravidar garantindo acesso a apoio à parentalidade por parte do estado, não estamos a buscar uma gravidez de forma directa, de forma racional, pelo menos. Claro que se acontecesse era a maior felicidade do mundo, mas neste momento, talvez seja mais ajuizado esperar e ver o que me espera depois do doutoramento (emigração? desemprego? trabalho precário? trabalho parcial? Tudo possibilidades em aberto...). 

E entretanto o nosso bebé vai crescendo e vai-se transformando, aos poucos, numa criança pequenina. "Já" pesa 10,5Kg, mede 73cm e corre tudo. Diz perfeitamente "mamã", "papá", "mi-mi" (maminhas), "vovó", "vovô", "ahhhhhhhh" (água), "fffffff" (fish-peixe ou flor), "bal-bal" (bola-bola), "pé", "qua-qua" (patos), "pi-pi" (piu-piu - pássaros) e "tchá" (chá) e imita sons de inúmeros animais. Aliás, ADORA ver imagens e imitar os sons dos animais! Percebe perfeitamente tudo o que lhe digo em Inglês (falo com ele quase sempre em Inglês) e embora não diga mais nada do que isto, faz-se compreender muito bem e é extremamente expressivo. Adora brincar, inventa brincadeiras e mete-se connosco, farta-se de rir e parece ser extremamente feliz. É, tal como a mãe, um vadio e quer estar sempre na rua (nos dias de chuva e quando esteve doente, pega nos sapatos ou no gorro, tenta pô-los e vai para a porta da rua, como quem diz: "quero sair!!"). É extremamente mimoso, carinhoso e muito fácil de levar!!

E nós somos as pessoas mais sortudas no mundo por termos o privilégio de o ter connosco, de o mirmar, abraçar, beijar, cheirar e acompanhar!!! 

(E eu devo ser a mamã MAIS BABADA do mundo INTEIRO!!!!)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sonhos Adiados / Sonhos Retomados

Quem me conhece intimamente, sabe que um dos meus sonhos de menina era ser mãe. Isso era ponto assente. E o sonho era sempre acompanhado pela vontade de ter não um, mas dois filhos (e adoptar um terceiro). Chegavam 3, portanto!...

A vida foi passando e as suas vicissitudes fizeram com que só já na casa dos 30 tivesse as condições para poder fazer esse sonho seguir em frente. E assim foi. Casamos a 22 de Maio de 2010 (outro sonho de menina), num solarengo e lindo dia de Primavera e desde aí que começámos a tentar ser pais.

O tempo passou e a certeza que algo não estava bem instalou-se na minha cabeça. Sou mulher lutadora, de enfrentar os problemas de frente, "pelos cornos", e por isso, bem cedo me fiz à estrada para perceber o que se passava. Fiz bem, pois depressa recebemos o diagnóstico de infertilidade masculina primária.

Talvez porque sempre foi um sonho de menina, que foi continuamente calado e adiado, esta novidade foi devastadora e passei algum tempo até aceitar internamente o que vivíamos. Mas não fiquei a chorar sem fazer nada. Pelo contrário. Iniciámos a luta dos tratamentos de infertilidade no mês seguinte ao diagnóstico.

Felizmente, foram "apenas" precisos 3 tratamentos, ou 2 ciclos de tratamentos (ICSI+TEC e nova ICSI) para conseguirmos o nosso Afonso. As dificuldades não acabaram aí e foi complicado e doloroso até ao 5º mês de gravidez. Mas isso já está relatado no iniciozinho deste blog.

Os primeiros meses de vida do Afonso, entre todo o Amor e tudo o resto, foram também vividos por mim nessa ansiedade de não saber se algum dia poderia repetir aquela experiencia extraordinária, maravilhosa. E então virei animal e não deixei que mais ninguém cuidasse do Afonso sem ser eu (ou o meu marido).

A infertilidade mina muito mais coisas do que a capacidade de conceber... Vive connosco e impregna-se-nos na pele, na existência.

Depois veio a vontade de ter outro filho que, em conjunto com as vicissitudes da vida pratica, conduziuà necessidade de conseguir engravidar de novo até Março deste ano, para conseguir garantir acesso a licença de parentalidade (depois acaba a bolsa de doutoramento que me sustenta e fico desempregada e a ter que correr caminho à procura de trabalho - sou uma precária, uma dessas cientistas investigadoras sem lugar neste País, de que tanto se falou este mês).

Mas novamente a vida e a natureza me pregaram uma partida e rasteira e desta vez é o meu corpo que não quer colaborar: o período não há maneira de vir e assim, retomar o ciclo fértil.

Assim, há uns meses sentámo-nos a falar e decidir se desmamávamos forçadamente o Afonso para podermos seguir com o sonho de ter outro filho, ou se aguardávamos. E o meu marido, que é um homem muito sensato, disse-me que achava melhor não forçar o desmame, senão arriscavamo-nos a tirar algo que o Afonso tanto gosta (e que a própria OMS recomenda que tenha até pelo menos aos 24meses), e não conseguirmos engravidar (recordar que os tratamentos têm uma taxa de sucesso de cerca de 25-30%...). E isto fez-me todo o sentido. Tirar algo que me custou tanto conseguir, e que tanto prazer nos dá, de momento, para tentar algo cuja maior probabilidade é de não ser logo à primeira (e desta vez só ha €€ pra um...) não faz muito sentido...

E assim adiámos o sonho e decidimos relaxar e deixar o tempo passar até aos 24 meses do Afonso e aí de novo reavaliar.

Entretanto, ele tem 17 meses e por aqui não ha qualquer sinal de ciclo fértil! Extraordinário!...

Talvez por isso, por estar a adiar um sonho de menina, desta vez a minha decisão de cuidar de mim e de ter uma vida mais saudável esteja aqui presente a 100%, sem deslizes, sem maus humores, sem hesitaçoes... Larguei um sonho de menina, para agarrar o derradeiro sonho de menina ainda não concretizado.

E desta vez, daqui a um ano, quero ser objecto de admiração e apreciação na minha família. Quero ter orgulho de mim e ganhar uma nova vida, um novo sorriso.

E, quem sabe, ter esse sorriso acompanhado de um teste de gravidez positivo? (não desisto do sonho de conseguir uma gravidez de forma natural!)...

Os sonhos existem para lutarmos por eles e para chegarmos a velhinhos com a certeza que fomos fiéis a nós próprios e lutámos por NÓS. Mais ninguém o faz!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preparando a Jornada

Estando a preparar a jordanada e apesar de a situação referente ao meu período ainda não se ter alterado (já lá vão quase 2 anos sem saber o que isso é!), começámos a fazer exames e a preparar terreno para, quando ele voltar, irmos a nova consulta de infertilidade com novos exames realizados. 

A médica que segue o Afonso, especialista em amamentação, é médica internista e, portanto, pode seguir-nos a todos tipo médica de família. Por outro lado, ela é toda pro coisas naturais, pelo que está na torcida para que consigamos nova gravidez sem ter que recorrer a novo tratamento de fertilidade. Em relação ao meu não período, ela diz que é normal o que me está a acontecer (parece que qualquer coisa é normal em mulher que amamenta, desde vir no mês seguinte ao do parto, a não vir durante anos, sendo que o que acontece geralmente é que quanto mais tarde vem, mais fértil é, ou seja, mais provavelmente haverão as condições para ocorrer nova gravidez logo nesse ciclo), mas que é possível detectar actividade folicolar através de ecografia e com isso perceber se estará para relativamente perto o retorno à vida fértil. Assim sendo, a mim mandou-me fazer eco pélvica exo e endocavitária, para ver como está tudo. Ao meu marido, depois de se aconselhar com um colega urologista, recomendou que tomasse um multivitamíco durante um mês e passado esse tempo fosse fazer novo espermograma, com espermocultura.

E foi assim que voltámos a pisar clínicas de fertilidade e voltámos a alguns dos procedimentos de que não tinhamos absolutamente saudades nenhumas. 

Quanto à minha ecografia, depois de me ter deparado com uma médica radiologista que considera que enquanto amamentar não haverá ovulação nem menstruação (quantas mulheres conhecemos que engravidaram a amamentar e outras tantas que tiveram períodos desde sempre!?!?) e depois de me ter explicado que a imagem ecográfica de actividade folicolar e de ovário micropoliquístico são muito semelhantes, acabou por me dizer e colocar em relatório que para ela o que apresento é um ovário poliquístico (a despistar por meio de análises hormonais) e não actividade folicular (que só poderá existir depois de deixar de dar mama). Portanto, venho de lá na mesma e com esta nova dúvida sobre os poliquistos... Quando era muito jovem fui diagnosticada com isso, mas com os anos esse quadro alterou-se e tinha desaparecido por altura do nosso casamento e quando começámos a tentar engravidar. Claro que pode ter regressado com a revolução hormonal que uma gravidez, parto e amamentação envolvem, mas não me é seguro que este "diagnóstico" desta médica não esteja totalmente enviezado pelas suas crenças (que sei estarem erradas) em relação à amamentação e à fertilidade feminina. 

Resta-me, portanto, esperar por dia 3 de Dezembro, altura em que regressamos à consulta e pedir nessa altura à médica que me mande fazer análises hormonais para despistar essa coisa do poliquisto. Preciso ter a certeza disso quando for fazer novo tratamento de fertilidade!

Quanto ao meu marido, não tenho novidades boas também... Depois de muito considerarmos, decidimos fazer o espermograma na IVI, uma vez que nos Lusíadas nos pediam que ele fizesse análises à Sífilis, HIV, etc. para poder fazer espermograma e não tínhamos requisição da médica para isso. Então lá fui conhecer a IVI. Infelizmente (mas tb felizmente), não cheguei a dita clínica, pois logo à entrada dei de caras com uma amiga e estive o tempo todo entre o Afonso e a conversa com ela, enquanto o marido foi fazer o espermograma. 

Os resultados chegaram hoje, com um diagnóstico de Astenoteratozoospermia. Ou seja, livramo-nos do Oligo (na verdade a quantidade está BEM melhor: mais do que 2X melhor!!! YEAH!) e tb na motilidade a coisa está quase na linha verde (YEAH!), mas infelizmente a parte da teratozoospermia (morfologia) a coisa piorou MUITO. Antes ele até estava na zona normal para este padrão, com 50% morfologia normativa, mas agora apenas 3% apresenta uma morfologia normal. E para piorar, 100% dos que têm problemas têm-no na zona da cabeça, o que não é nada bom.... 

Agora quando formos à consulta a médica irá consultar-se com o tal colega a ver se com este espermograma a operação ao varicocelo valerá a pena ou não (parece que em muitos casos as melhorias são tão ínfimas que não vale a pena). O meu marido falou com dois médicos diferentes quanto a isto, ambos disseram que poucas melhorias veria, mas o primeiro disse que ainda assim seria de tentar (só que era tão caro operar que decidimos procurar pela tropa, onde teríamos acordo com a ADM para fazer a dita cirurgia), mas quando ele foi ao médico da tropa ele disse que não o operava pois achava que o varicocelo era pequeno e que não iria alterar nada. Portanto, e porque naturalmetne, o marido quer tudo menos operar zona tão sensível, ficámos em águas de bacalhau em relação a esse assunto. 

Agora, ao falar com esta médica e ela com o colega, toda a situação está a ser revista. Vamos ver...

Ficámos todos contentes quando vimos a Oligo a ir embora e a motilidade a melhorar tanto, ainda que não suficiente para ser normativa, mas esta morfologia... O marido ficou cheio de esperança que consigamos gravidez natural assim, mas pelo que tenho lido é extremamente difícil que com tão pouca percentagem de espermatozoides de morfologia normativa haja lugar a gravidez natural... Enfim, milagres acontecem a cada mês que passa no meio da infertilidade! 

E enquanto eu continuar sem ter período não vale a pena preocupar-me demasiado com isto!

Entretanto vou lendo o "Taking Charge of Your Fertility", um manual EXCELENTE sobre fertilidade e o mapeamento da mesma! TODAS as mulheres (e homens!) deveriam ler este manual!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ciclo Fértil ou a menstruação que não aparece

É oficial! Já faz 22 meses que não sei o que é menstruar. E se por um lado isso até é bom, por outro, QUEREMOS QUE VENHA! ahahah! 

O nosso corpo é TÃO misterioso! Há mulheres que amamentando em livre demanda, retornam ao seu ciclo fértil logo passado 2 meses do parto e depois há mulheres que enquanto amamentam, NADA de ciclo fértil!...

Eu pareço pertencer a essa segunda categoria... E pensando em tanta altura da minha vida em que tinha dado tudo para n ter o período durante 22 meses ou mais é irónico que isso agora se concretize e eu só o queira ter! Nunca estamos satisfeitos!....

Já há largos meses que noto q o meu corpo se prepara para ovular: ciclicamente fico com burbulhas na cara, mais muco, etc., etc., mas qd chega o dia X, a menstruação n desce... No próximo mês o marido vai fazer novo espermograma e eu vou fazer ecografia ovárica a ver se já há folículos ou não nos meus ovários, q indiciem que estará para breve o retorno aos ciclos férteis...

E estamos decididos que assim que regressar o período, voltamos aos Lusíadas para agendar novo tratamento. Só temos dinheiro (e não totalmente) para UM tratamento, pelo que espero q nos saia a sorte grande!!! 

Espero conseguir engravidar até Fevereiro do próximo ano, por motivos de trabalho e tb pela diferença q gostava q os meus filhos tivessem... Mas pronto, a ver vamos, primeiro há que ter o corpo de volta aos ciclos férteis!...

E não estou a conseguir forçar o desmame para que isso ocorra... Enfim... A ver vamos! A partir da próxima semana vou estar 15 dias no terreno a trabalhar. Decidi n tirar leite nesse período para enviar sinal ao corpo de que o meu bebé já n precisa tanto de mamar. Pelo que a minha médica, especialista na amamentação me disse, basta passar a ter um período de 6 h/dia em que o bebé nao mama para q os ciclos férteis retomem. Espero que seja verdade e que 15 dias cheguem!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Infertilidade, crise e medos

Porque quero muito muito voltar a ser mãe, esta crise diabólica em q nos meteram traz nuvens e medos muito tristes....

Queria tanto conseguir gozar o meu pequenino sem medos de nunca poder voltar a ser mãe e dele nunca vir a saber o q é isso de ter um/a irmaozinho/ zinha....

Esta droga da infertilidade nao da descanso!

 Enfim, q n me entendam mal, nem me achem mal agradecida!! Estou imensamente feliz com o meu mais-que-tudo! Nunca mais soube o q era isso de andar triste! Ehehehe.... É um verdadeiro anti-depressivo! Anda assim.... Há essa nuvem constante, q se agrava com a crise e os problemas monetários q são crescentemente maiores a cada mês q passa! :(

segunda-feira, 25 de março de 2013

Período, amamentação e varicocelo

Ah! Que três coisas mais diversas para o tópico de hoje!

7 meses depois, sigo amamentando (yeah!!! Que GRANDE vitoria!!) e portanto as nossas vidas seguem cheias de momentos de carinho e amor, de mimo e namoro na maminha. Amo amamentar! Mesmo mesmo mesmo. Em mim é uma coisa animal, um instituto que pensei nao ter...

7 meses depois, e por causa do tópico anterior... Sigo sem período ou menstruação! Lol! E se ha coisas boas nisso, tb as ha más! Sim, porque esta mama aqui, gostava de voltar a ser mamã em breve, no prazo maximo deus ano e gostava de ter algumas reais hipóteses de tentar uns meses antes de voltar aos gastos e desgastes de novos tratamentos.... Mas para isso é preciso ter ciclos férteis. E o dito cujo nada mais é do que uma fase desses ciclos. Portanto, era desejado que viesse. Mas aparentemente e apesar de ter pouco leite e de já ter introduzido a alimentacao complementar ha mais de um mês, o meu corpo continua a considerar fundamental permanecer centrada neste bebé e n conseguir conceber outro pra já. Ate me pareceria bem, nao soubesse eu que por aqui isso iria demorar sempre muito (sim, já sei q n temos certezas, mas convenhamos que as chances são reduzidíssimas de ser de outra forma!). Mas falamos e decidimos que vamos aguentar ate ao ano de idade do Afonso e depois vemos o q poderemos fazer, inclusive, consideraremos um possível desmame para voltar aos ciclos férteis (naoooooo depois de tanto esforço, gostava tanto de conseguir e poder amamentar e desmamar de forma natural e n forçada....).... Mas pronto, ainda é cedo, o meu bebé precisa muito de mim e eu ainda n tenho cabeça para pensar noutro para já e portanto, sem stress. Vamos aproveitar o que temos ao maximo, que passa a correr e nos nem damos conta! Anda ontem estava gravida, depois a passar os apertos iniciais da gravidez e de repente. Já lá vem um dentinho!....  Ai ai! 

Hoje fomos tb ao urologista, para ver se o marido sempre é operado ao varicocelo. Fomos com o Afonso e tanto a mama como ele gostaram muito do Sr. Doutor que se deu ao trabalho de ler a ficha do papá antes da consulta começar (a ultima consulta tinha sido ha mais de um ano) e de se inteirar do caso todo. Ele ficou muito feliz qd viu o nosso petiz e foi muito esfuziante com ele! Portanto. Decidimos fazer a operação ao varicocelo pois apesar de esta n dar garantias, em principio melhora o panorama dos bichinhos do marido durante uma janela de 6 meses a um ano. Depois parece q volta ao mesmo. Mas é mesmo isso q queremos. Que a coisa melhore e, quem sabe, uns meses depois da operação (demora uns 2/3 meses para se sentir operadora efeito da coisa) e com o hipotético regresso do meu período, consigamos ter o nosso jackpotzinho de forma natural, sem gastos e desgastes? 
E é assim, q amamentacao, período e varicocelo se interlaçam! :)


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Devagarinho, pé-ante-pé

Devagarinho, devagarinho, pé-ante-pé, vou acreditando um pouco mais neste sonho...

Ontem fomos à consulta com a minha GO particular. O meu marido achava totalmente desnecessário, mas eu estava a dar em maluca e precisava assegurar-me que estava tudo bem, ouvir alguém mais compreensivo e falador q o meu médico e saber melhor se devo sonhar com um ou dois bebés.... (e se devo sonhar de todo...). 

Lá contámos a nossa aventura toda do último ano, os tratamentos e seus resultados. Até contarmos este, bem como a fase conturbada em que nos encontramos, nessa montanha russa de emoções q mais parecem ditadas por uma roleta russa de "sins e nãos" / "bom e mau".... 

No fim, ela decidiu-se e fez-me uma ecografia. Lá voltámos a ver o pimpolho com o seu coraçãozinho acelerado e isso deixou-me mais calma. Confirmou-se, infelizmente q o outro não tem batimentos cardíacos e que o 3º saquinho q tenho, está vazio, sem embrião, nem nada. Um dos embriões deve ter-se começado a dividir, mas não prosseguiu com a brincadeira. 

No fim, ela falou-nos das diferentes ecos e análises q as grávidas fazem, e falou-nos das análises dos marcadores das 10 semanas, bem como da amniocentese, para irmos pensando e decidindo. 

Disse-nos q estas primeiras 12 semanas são como a selecção natural, quando o organismo selecciona os embriões viáveis e os inviáveis e q, provavelmente, o q deixou de bater o coraçãozinho, teria problemas demasiado graves para seguir o seu desenvolvimento. Prefiro assim, uma estrelinha no meu coração, do que um bebé cheio de dores, problemas e estigmatismos.... Claro q dói, saber q se perdeu um bebé, mas é melhor assim... 

De resto, disse que quanto a este que ainda bate o coração e parece querer e poder ficar, diz q o marcador q é importante para esta fase é seguir a bater o coração. Que isso dá um bom prognóstico à gravidez, mas que só nos fim das 12 semanas podemos ficar mais descansados. Claro q há riscos até ao fim, mas o pior passa nestas 12 semanas.....

Vamos ver o que ocorre.... 

Mandou-me repetir a análise á toxoplasmose e fazer umas análises à urina.de resto, é para marcar consulta para daqui a 4 semanas, altura em q ela considera q devo estar de 10/11 semanas. Descobri q ela tb dá consultas nos Lusíadas o que me vai poder permitir pensar q ela sempre será a minha OB ao longo deste período todo o q é bem bom, pois desde sempre q me segue. 

Quanto ao peso n me chateou nadinha: diz q sabe q com as estimulações é normal q tenha aumentado um bocado e q daqui a 4 semanas falamos novamente sobre isso, qd regressar à consulta. 

Vim de lá mais calma, n sei verdadeiramente porquê, mas vim. Gostei q falasse, q nos explicasse tudo e foi um alívio saber q a estrelinha ainda bate o seu coração, embora me fala impressão ver o outro ali ao lado sem batimentos..... Quanto tempo levará até começar a ser absorvido??  Que estranhos os nossos corpos.... 

Enfim, de qq forma, valei cada euro gasto e vim com vontade de acreditar finalmente nesta gravidez... Ainda com os pés no chão e com MUITA vontade de chegar às 12 semanas para poder respirar mais livremente, mas mais calma e mais serena e mais confiante...... 

Espero q seja um estado de espírito para manter durante LONGO tempo! ;)

De facto, esta coisa de estar grávida depois da infertilidade é MUITO complicada..... Há um MONTE de receios q nunca julguei possíveis! Imaginei q uma vez positivo, seria só celebrar... Mas disso, tem havido muito pouco.... 
De qq forma, no próximo sábado faço 34 anos e vou conseguir celebrar um pouco melhor essa data, com esta nova confiança adquirida neste bebé.....

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Roleta Russa

E pq 2 dias parece ser mto tempo para celebrarmos em pleno, hj na eco com o meu médico descobrimos q de ontem para hj um dos embriões deixou de ter o seu coraçãozinho a bater... 

Apesar da imagem ser péssima comparada com a de ontem,  o Dr.  não nos deu qq esperança em relação ao 2º... De facto hj só se via as pulsaç
ões do coração num deles. Detestei este ecógrafo, pq a imagem era MESMO má.... De qq forma, sobre o outro, o Dr. diz q está com óptimo aspecto e inclusive OUVIMOS o coraçãozinho SUPER acelerado. O Dr. diz q o batimento está bom. 

De qq forma, vim de baixa médica para casa, com instruções para n me cansar e descansar o máximo nos próximos 15 dias. Ele diz q normalmente qd se perde os dois bebés é ao mesmo tempo, mas q mesmo assim devo tentar n ajudar..... Por isso, 15 dias de baixa e descanso forçado...

Portanto, estas são as minhas notícias de hoje...


Um carrossel de emoções... Uns dias bem outros mal.... :S 

Estou ansiosa q cheguem as 12 semanas no fim de Fevereiro e esteja tudo bem!.................

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

HGO e Novidades.......




FINALMENTE BOAS NOTÍCIAS!!!!


Hoje foi dia de 1ª consulta no HGO.

Acordei SUPER triste, com uma certeza negra de q n estava bem e amanhã teria uma péssima notícia. Estava mesmo triste triste triste e cansada de esperar e lutar e de n saber.......

Fomos ao HGO, onde passámos pela já conhecida dificuldade em estacionar e lá fomos ao CIRMA. Gostámos muito do atendimento, e de todas as pessoas. Depois de falarmos com a administrativa e de termos a conversa inicial com a enfermeira, lá fomos chamados para a consulta com a médica, onde voltámos a contar a nossa história toda, os tratamentos, as análises e exames, etc. Custou-me muito voltar a explicar tudo e falar de tudo. Na parte final, qd já tínhamos falado de tudo e também deste tratamento e explicado a fase em q estávamos, mostrámos os espermogramas do meu marido. Como eram meio diferentes, a médica saiu para se consultar com outra médica. Entretanto regressaram ambas e uma delas diz-me: "então venha daí, não quer que lhe façamos a ecografia já hoje?". Fiquei SUPER surpreendida e logo a tremer e super nervosa e o meu marido tb.....

Fomos para a sala do lado, preparei-me para a eco, o marido pôs-se ao meu lado e deu-me a mão, cada um com mais medo q o outro. E as médicas sorriam, serenas e confiantes......

E logo muito muito muito depressa começámos a ouvir a médica: "ora aqui está um...... dois..... e........" E nós íamos rebentando de alegria.... Mostrou-nos a imagem e vimos os dois embriõezinhos, com o saco vitelino redondinho ao lado e os coraçõezinhos a piscar.... Foi um momento absolutamente mágico.... Eu desatei a chorar ali mesmo e o meu marido quase chorou tb...... 

O terceiro saquinho q a médica viu parece ser um pequeno descolamento q terei tido, mas ela diz q está tudo bem.

Mediu os bebés e um dos embriões está com 8mm e o outro quase com seis, o que dá 6s5d de gestação a um (atraso de 2 dias em relação à punção) e 6s3d a outro (atraso de 5 dias em relação à punção). viram-me tb os ovários e disseram q ainda tinha muitos folículos no direito, mas q estava tudo bem.

Os dois embriões/bebés estão bem, os corações tb e as vesículas estão muito redondinhas e bem, pelo q elas ficaram muito contentes, deram-me os parabéns e desejaram-me boa sorte e deram-me alta do serviço. :D :D :D

Depois veio um médico que penso q era o chefe do serviço e uma outra médica q viram as nossas "fotos" e vieram dar-nos os parabéns e tb mandaram para a nossa equipa médica. Comentaram em brincadeira: "então vieram ter connosco com o assunto já resolvido?".

E estes foram os momentos mágicos q vivemos hoje!!!

E estamos SUPER felizes e a voar no céu, FINALMENTE!!!Finalmente terminou a agonia e o medo! :D :D

É claro q ainda podemos perder um dos bebés (ou até os dois), mas isso agora nem se pensa nisso......

Fomos almoçar com os meus sogros e a meio do almoço o meu marido sacou das "fotos" e mostrou os bebés. Eles n queriam acreditar em um, qto mais em dois e iam chorando connosco! Foram momentos muito muito bonitos e estamos todos muito felizes!

Amanhã vou fazer a surpresa aos meus pais e contar aos amigos mais chegados. E vamos viver, claro está, cada dia a seu dia e esperar pelos 3 meses para alargarmos o raio das novidades e para iniciar as primeiras comprinhas.........

E já estamos totalmente apaixonados por esses mini bebés malandros q andaram escondidos! Já têm uns piparotes prometidos para qd nascerem, por causa destas brincadeiras tontas! ;) ;) ;)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Associação Portuguesa de Fertilidade



É uma vergonha admiti-lo, mas (apenas) hoje tornei-me sócia dessa Associação que tanto trabalho tem feito em prol dos casais que se debatem com a infertilidade.....

De qq forma está feito e estou MUITO orgulhosa de pertencer a essa GRANDE família que tanto apoio me(nos) tem dado ao longo deste tempo de luta......

Um MUITO OBRIGADA a eles/as e um BEM HAJAM pelo vosso trabalho!!

Aqui fica uma breve descrição da Associação e do seu trabalho: 

A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) foi legalmente constituída no dia 20 de Maio de 2006, na sequência de um movimento cívico  protagonizado por pessoas com problemas de fertilidade. O projecto associativo foi fundado com o nome de "Associação Portuguesa de Infertilidade" - API - mas no ano de 2008, este projecto mudou de nome, passando a chamar-se Associação Portuguesa de Fertilidade, agora com a sigla oficial de APFertilidade. Por vezes, esta sigla é usada de forma abreviada como APF , facto que pode gerar alguma consufão com uma outra associação na área do planeamento familiar a APF : Associação para o Planeamento da Família.

A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) foi legalmente constituída no dia 20 de Maio de 2006, na sequência de um movimento cívico  protagonizado por pessoas com problemas de fertilidade. 

Duas décadas após o início da procriação medicamente assistida em Portugal, período marcado pela distribuição desigual dos centros de tratamento, pela ausência de legislação específica, pela limitação no acesso a diversas técnicas, pela falta de informação e por um manifesto desinteresse pelas questões (médicas, psicológicas, sociais e económicas) relacionadas com esta doença, a APFertilidade nasceu como um projecto fundamentalmente destinado a apoiar, informar e defender esta comunidade.

A infertilidade é uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, com uma prevalência que se estima atingir cerca de 10% a 15% da população em idade reprodutiva, afectando um número crescente de pessoas no mundo contemporâneo. A escala do problema exige acção concertada por parte das diversas entidades envolvidas na saúde e no apoio social. De modo a implementar o seu programa, a APFertilidade solicitou e obteve em 2010 o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Desde a sua fundação, a APFertilidade conta sobretudo com a generosidade e o voluntariado dos seus  associados, tendo vindo a avançar de modo sustentado com um programa de acção que, tendo começado por colocar a infertilidade na agenda pública, se centra actualmente no apoio e na inclusão (legal e social) de todas as pessoas com este problema. O site da associação pretende funcionar como um grande centro de informação, orientado para a comunidade e para o indivíduo, funcionando simultaneamente como um fórum de encontro e debate sobre todas as questões (legais, médicas e científicas) relacionadas com a fertilidade.

O link para o site é este.

A APF publicou recentemente o Guia de Infertilidade, que tem informação útil para os casais e pessoas que vivam a infertilidade, mas também para aqueles que acompanham e vivem junto a infertilidade deles. É um documento MUITO bem escrito e desenhado, que aconselho vivamente a ler!