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quinta-feira, 26 de março de 2015

Novidades Fresquinhas

Olá! Venho dar novidades estonteantes e maravilhosas!

Digam Olá a este milagrinho!

Depois da ultima vez termos passado por 1 ano de infertilidade e mais quase outro com 3 tratamentos de fertilidade, nunca nos passou pela cabeça que algo assim pudesse ocorrer....

Em Dezembro passado tive o período pela primeira vez desde que tinha nascido o Afonso. Foram 3 anos e um mês sem período! 

E começámos a pensar em ter outro, mas calmamente, sabendo que havia a infertilidade. Os planos eram que iriamos estar um ano a tentar naturalmente e depois logo marcaríamos consulta na procriação medicamente assistida. Mas quis a natureza e a vida pregar-nos esta partida maravilhosa que vem numa época péssima pois estou numa fase complicada em termos de trabalho, mas ao mesmo tempo não podia ser melhor! 
 
Logo no 1º mês em que tentámos, em Janeiro, engravidámos desta coisinha maravilhosa!!

Não tinha ainda vindo dizer nada porque tivemos 3 sustos com perdas de sangue e tenho andado em descanso máximo e de coração nas mãos.

Ontem foi finalmente dia de eco, rastreio do primeiro trimestre, e consulta.

Não há qualquer sinal de descolamento da placenta e posso retomar atividade física e vida normal.

Melhor q isso, apesar de estar mais velha, o rastreio deu probabilidade reduzida para as 3 principais trissomias e patologias e, como tal, desta vez estamos livres da agonia da amniocentese e podemos já começar a gozar deste MILAGRINHO maravilhoso que nos aconteceu!

E, para grande alegria do Afonso, a médica disse q apesar de ser ainda MUITO MUITO cedo, lhe PARECIA que será uma menina!

Digam Olá à Maria (se for mesmo menina!)!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Feeling Blessed - I have it all!

Eu não sou rica. Não vivo sequer desafogadamente. Todos os meses vivo essa angústia conhecida de tanta gente, de conseguir meter as despesas existentes, no quadro dos ganhos mensais (e raramente consigo! todos os meses - ou quase - há um saldo negativo que entra nas despesas do mês seguinte). 

Há muita coisa que não faço e que gostava. há muita coisa que gostava de conseguir fazer um dia. há muita coisa que gostava que fizesse parte da minha vida e realidade actual e futura e não está, nem, provavelmente, estará um dia. 

Não sei se voltarei algum dia a conseguir engravidar e ter outro bebé dentro de mim, gerá-lo e, depois, criá-lo e vê-lo crescer como o Afonsinho. 

O meu trabalho não é estável (sou bolseira!) e não sei bem o que será de mim a esse nível a partir do fim deste ano, quando terminar a bolsa de doutoramento.

 Posto este esclarecimento, parece-me que poderia ser inexplicável a sensação que tem existido dentro de mim, de há uns dias para cá. Uma sensação de vida cheia, de benção, de sorte, de "I have it all!".

Mas a verdade é que não é inexplicável! A verdade é que, com a recente perda de peso e com o crescente acreditar de que conseguirei atingir, a seu tempo (devagar, devagarinho) os meus objectivos e sonhos de há anos e anos, a este nível, esta sensação se tem vindo a instalar dentro de mim. 

E claro que isso não vem da perda de peso. Não por si só. Perder peso é bom, claro, mas não chega para se ganhar esta vida dentro de nós! Atingir objectivos sim! sobretudo, atingi-los com o nosso esforço, empenho e trabalho, com a nossa força e crença em nós próprios e, sobretudo, quando esses objectivos pertencem aos objectivos centrais das nossas vidas. 

Eu acredito que todos temos um conjunto de desejos e sonhos para nós, que vivem connosco desde crianças e pelos quais vamos lutando ano após ano, na esperança de os conseguir fazer. Havia quem falasse em plantar uma árvore, etc. 

Para mim, estes desejos "fundamentais", os desejos do meu cerne sempre foram muito simples: casar, ter filhos, fazer/trabalhar em algo que me desse prazer e me sustentasse e, sim, emagrecer e ser magra (sim, é um desejo idiota ao lado dos outros, mas é meu e pertence ao meu cerne, ao meu fundamento, por mas estupido que seja, por mais estupido que cognitivamente eu perceba que é. como tal, é importante para MIM). 

Cada um destes objectivos foi duramente batalhado: fiz dois cursos superiores e trabalhei em duas áreas diferentes até conseguir perceber o que me fazia feliz em termos profissionais (cheguei a ir trabalhar diariamente em luto, com um peso no coração, um arrastar pela vida e uma certeza de que "aquilo não era o que queria para mim e para a minha vida", mudei, fiz outro curso, aguentei aquele emprego até poder fazer novos voos e finalmente consegui mudar para o que faço actualmente que me realiza tanto tanto. 

Entretanto, demorei anos (muitos, muitos, muitos e muitas relações falhadas no meio, muita dor, muita lágrima e muita dúvida e frustração - mas tb magoei algumas pessoas nesse caminho e disso me arrependo profundamente) a encontrar a minha cara metade.

Depois decidimos ser pais e a gravidez não vinha. Foram precisos mais de 9000€ e 3 tratamentos de fertilidade e muita dor no coração e na alma, para conseguirmos finalmente esse milagre de gerar uma vida! (este foi o feito mais incrível e maravilhoso, o objectivo MAIS importante de todos!). 

Mas ainda faltava um... Ser magra. ao longo da vida fiz milhares de dietas, tentei de tudo. fiz muito exercício (embora nunca como agora) e lutei muito. (um dia escrevo sobre isso, agora basta dizer que foi muitas vezes tentado, umas com mais sucesso, outras com menos, mas nunca atingindo o que desejava e depressa perdendo os resultados obtidos).  

Este ano isso mudou. Decidi aproveitar que não podia já dedicar-me a esse outro sonho de ser mãe de novo e empenhar-me noutro projecto igualmente importante: EU. cuidar-me. tratar de mim. E esquecer o magra, pensando antes na saúde (pq quero estar com o meu filho o maior tempo possível da sua vida!!!) 

E então, duvidando que fosse possível angum dia atingir esse objectivo de "magreza", mas dando-me o benefício da dúvida e mudando o foco para o saudável, comecei a luta. hoje ainda não me considero magra (e duvido que alguém se referisse a mim como "aquela mulher elegante ou magra". Mas já deixei a obesidade há muito e tb o excesso de peso ficou para trás. ainda há muito trabalho a fazer, mas finalmente começo a acreditar que, UM DIA, vou ser capaz, um dia esse objectivo será atingido. e entretanto instalou-se uma vitalidade, uma energia e uma mobilidade que não sentia há anos. E isso vale TUDO! 

E assim, consigo compreender e explicar essa sensação de que "tenho TUDO na vida, sou uma sortuda!". 

Não sei se conseguirei manter tudo isto (o meu emprego é precário, um casamento só se mantém com [MUITO] trabalho diário e a "magreza" só se manterá se mantiver os cuidados alimentares e de exercício físico que tenho vindo a adoptar - o único que existirá sempre é o ser mãe, o ter um filho LINDO de morrer, de encher a alma eternamente!), mas pelo menos posso dizer e sentir que foi difícil, tive que LUTAR muito, mas consegui um dia atingir os meus objectivos fundamentais de vida! 

I'm a lucky woman! 

Obrigada!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Palavrinhas e malandrices

O Afonso é um bebé (para mim vai ser sempre bebé, ok?) muito bem disposto, sorridente, muito fácil de conviver com e muito expressivo. Parece ser muito feliz!

E é muito engraçado e "malandro". Já faz as suas piadas e brincadeiras, tem um humor muito engraçado e faz as delícias de todos nós com as brincadeiras que inventa e com as gargalhadas que lança ao fazê-las. É incrivelmente bom assistir ao seu humor, brincar com ele e seguir as suas ideias. 

Já começou a alargar o seu leque de palavrinhas e faz-se entender completamente, apesar de ainda não dizer nenhuma frase completa e de ter um leque de palavras ainda limitado.

Para além da mamã, mãe, papá, pai, vovó, a-vó, vôvô, a-vô, já diz: mami (mommy), babi (baby), tim (tio), titi (tia), ahhh (água e sentar, consoante o contexto), xixi (xixi e cocó), cocó, chá (chá e café), bye-bye, xá (já), chão, tá (cão), brrrrr (elefante), aaaaarghhhhh (leão, urso), bichi (bichinho), qua-qua (patinho), té-téeeee (galo/galinha), pu-pu (piu-piu), graaaaa (gaivotas), fun (fish/peixe), chac (saco), boia (bola), mimi (maminhas da mamã), nham-nham (comida ou maminhas boas), bebé, mna-mna (menina / menino), vrummm (carros), pó-pó (carros), pum-pum (tambores e afins), vummmm (avião), pão, pau, mão, oiá (olá), ummmm (um... dois... para contarmos com ele), dó-dó (doi-doi), ai e ai-ai, ó-ó, au, e, a palavrinha favorita destes dias: não/nhão (e provavelmente não me estou a lembrar de todas agora!).

De resto, cada vez mais imita os sons e as palavras que acha piada e é muito engraçado vê-lo a experimentar e a aumentar o seu léxico. Também percebe quase tudo o que lhe digo em inglês e sabe os nomes dos animais (paixão maior, em conjunto com as bolas) tanto em inglês como em Português.

Adora chamar toda a gente para o ó-ó quando acaba a sesta e ficar com a mamã, a vovó, o vôvô, o tim, etc. deitados na cama, na brincadeira. Adora água, molhar os pézinhos e dar pão aos patinhos. Já desce o escorrega sozinho e se aventura a subir as escadas sozinho (embora sempre na MÁXIMA supervisão da mamã ou do papá). Come praticamente sozinho e bebe água do copinho sozinho (bebé!). 

É o maior amor e sentido da minha vida e só me parte o coração não poder ficar a 100% com ele, apreciando cada minuto e cada vitória do seu desenvolvimento! 

Estou ansiosa por entrar de férias e poder passar os dias inteirinhos com ele! <3

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pequenas (Grandes) Mudanças Internas

Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que olhei para um espelho e tomei consciências das minhas formas, da minha cara, da minha aparência. Não me refiro ao primeiro dia em que percebi que a imagem do lado de lá era a minha, mas sim, alguns anos mais tarde, naquela primeira vez em que nos apercebemos de nós mesmos e, necessariamente, nos avaliamos. 

Eu era muito nova. Não sei precisar a idade, mas era mesmo mesmo mesmo uma menina. E lembro-me da imagem que vi e do sentimento que senti e do pensamento que me veio à mente: "Sou mesmo feia!". Como psicóloga clínica, sei hoje interpretar tudo isto de outra forma e percebo muita coisa sobre mim, nessa altura e posteriormente. Mas na altura não. Era apenas um sentimento e uma ideia. 

E isso acompanhou-me por muitos anos. Muitos mesmo. (Até hoje?). Consegui mudar muita coisa, nos anos de terapia. Consegui aprender a conhecer-me, transformar-me, aceitar-me, amar-me. Mas fisicamente não. Nesse aspecto nunca consegui aprender a respeitar-me, aceitar-me e amar-me.Olhar para o espelho nunca foi algo prazeroso, nem na adolescência, quando passamos horas olhando, mirando, vestindo e despindo roupa. Olhar para o espelho foi sempre um exercício doloroso, de mau-trato pessoal. Até hoje.

Curiosamente, recentemente, no topo dos Kgs ganhos depois dos anos de depressão, desleixo, dos tratamentos de infertilidade e, finalmente, gravidez, ao olhar para fotos em que na altura o meu pensamento sobre mim era esse mesmo (feia e gorda), dei comigo a pensar: "És mesmo tola! Tu até eras bonita! Mesmo um bocadinho gordinha, nem sequer eras gorda, gorda.... Não soubeste mesmo cuidar de ti e apreciar o que tinhas!". E a pensar: "Se algum dia conseguir perder peso de novo, hei-de aprender a respeitar-me, aceitar-me e amar-me, como nunca fiz até hoje." Daí, o pensamento evoluíu para fazer isso, INDEPENDENTEMENTE de conseguir perder peso. Excelente! E comecei o processo de cura, de autoaceitação.

É mesmo um processo, um longo caminho. Sinuoso, com curvas, buracos, quedas, lutas e suores...

Nesse caminho, acabei por conseguir mesmo perder 12Kg, devagar, devagarinho. Primeiro 3kg ao longo de um ano, no ano passado. Depois os 9kg restantes, desde Janeiro até hoje. Ainda não estou magra, ainda não estou sequer no meu peso ideal/saudável (para entrar nessa banda, preciso perder mais 0,5Kg). Ainda dou comigo, ainda que 12Kg mais leve e uma série (muitos) de cm a menos em volume corporal, ainda que vestindo roupa que não vestia há anos (e não sonhava voltar a vestir), a pensar quão gorda sou, quão feia sou. Farto-me de cair nessa armadilha. Farto-me de falhar comigo mesma. De me maltratar. 

MAS queria também registar as pequenas(?) vitórias. Para mim são GIGANTES! E são, acredito, indicadoras de ENORMES mudanças que estão a ocorrer dentro de mim ao longo deste ano....

Ontem dei comigo (e a recordar que me havia acontecido o mesmo há uns dias), a olhar para o espelho e, pela primeira vez, a não ter o primeiro sentimento, de repulsa. Olhar e sentir prazer. Olhar e gostar. Olhar e apreciar. Gostava de FRISAR que quando falo em olhar para o espelho, não me refiro a uma imagem corporal, ao corpo todo, mas simplesmente olhar para a cara. Refiro-me também a um olhar e a um sentimento não demorado, mas antes a esse primeiro impacto de quando se olha. Aquele breve, curto, fugaz primeiro segundo que nos imprime dentro de nós um sentimento, uma marca. A repulsa por mim mesma, começava nesse primeiro instante, logo pelas minhas feições. E a isso juntavam-se as demais ideias e sentimentos sobre o corpo.

E assim sendo, não são os Kgs perdidos que fazem diferença (embora a cara mude, as feições não se transformam radicalmente a esse ponto e, na verdade, já estive mais magra que agora e o sentimento era esse negativo), nem fiz qualquer tipo de operação plástica à cara, nem rejuvenesci. Nada. Nada pode explicar este ADMIRAVEL sentimento novo, de olhar-me e gostar-me. 

Nada, a não ser profundas mudanças em mim, sobre mim mesma.

Sei que tudo isto ainda é frágil e que logo de seguida começo a enumerar e apontar os defeitos, as coisas que não gosto, as curvas, as flacidezes, as peles, as rugas, as estrias, as cicatrizes. Enfim, tudo o que me desgosta em mim. 

MAS, ainda assim, fica cá dentro de mim registado estes primeiros momentos em que em vez do desprazer, houve lugar ao positivo. Isso ninguém me tira! E é cá uma conquista que não conseguirei jamais explicar! 

É uma vitória contra mim mesma!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Filho, este NÃO é o mundo...

Querido filho,

Este mundo de que recebemos notícias diariamente, não é o mundo que sonhei e desejei para ti. Não é o mundo pelo qual os teus avós lutaram, foram presos, torturados, ou se refugiaram em anonimato, fugindo dos censores, do regime, em prol de um mundo melhor, mais livre e mais feliz. 

Hoje envergonho-me do que fizemos com essas memórias, do que fizemos com esse conhecimento.

São diárias, as notícias que nos mostram quão próximos, quão assustadoramente próximos estamos do regresso das ditaduras, dos fascismos, dos regimes, do medo, do vale-tudo-porque-eu-quero-e-assim-entendo.

Querido filho, também eu andei adormecida, ocupada a crescer e tornar-me mulher, uma mulher mais feliz. Hoje entendo e relembro que esses demónios que me assaltavam a existência só podiam ter lugar porque os maus pais e os pais de tantos outros, haviam lutado pela Liberdade, por mim, pelo mundo. E nessa Paz instituída, nessa Liberdade adquirida, pude dar vazão a depressões, medos e outros fantasmas. Lutei contra eles e venci-os, é certo. Venci-os para também te poder dar a TI uma vida, uma existência mais feliz, melhor. Mas no caminho, deixei de lutar pela Liberdade, pelos ideais em que acredito profundamente. Lutei por mim, por nós, mas não pelo mundo e pela humanidade. Disso mantive-me à parte. 

Cumpri os meus deveres de voto, de me manter informada, de lutar por pequenas causas. Mas estive estupidificada em lutar por mim, por nós. Nas minhas batalhas pessoais.

Hoje prometo-te que isso mudará. Que te ensinarei a lutar tb pelo mundo. Pelos ideais. Não só por nós e pelo nosso futuro. Como os teus avós me ensinaram a mim um dia (muitos dias!). 

Porque só poderemos lutar por nós, pela nossa felicidade, qd tivermos chão semeável, qd pudermos falar, abrir os braços, existir e ter a liberdade, a fraternidade, a igualdade e todos os demais ideais fundados nestes valores instituídos na sociedade. 

O mundo esqueceu-se disso. As pessoas esqueceram-se dos horrores do passado. Tomaram tudo isto por garantido. E hoje vemos como o mundo se está a tornar frio e cinzento. Feio. Perigosamente feio. 

Estou preocupada pelos teus Primos que vivem nesse País onde se voltou a permitir o cumprimento Nazi. Mas tb estou preocupada connosco, contigo, com o teu futuro, com o que te espera. 

Filho, na vida não vale tudo. O dinheiro, a fama, o poder, não valem tudo!

E eu prometo hoje ensinar-te não só isso tudo, mas tb a arregaçar as mangas e lutar!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

"Há coisas que simplesmente não se fazem"

Apesar de ter o livro em e-book, na sua língua original, não consegui resistir a comprá-lo, em papel e na nossa língua, quando, no sábado, o vi num escaparate da FNAC (eu já sei que não posso entrar em livrarias enquanto a crise durar....). 

Hoje vinha para Lisboa, no barco Barreiro-Montijo, entretida a lê-lo (esta é uma das únicas alturas em que consigo retomar esse prazer da leitura e insisto em aproveitá-lo com leituras fora da minha tese ou do meu trabalho. 

Logo no início, deparei-me com estes parágrafos, sobretudo com essa última frase que me marcou profundamente. Por vezes vou fazer "formações" ou sessões com pais e diversas vezes surgem tantas perguntas sobre coisas do dia-a-dia da educação e da vida com crianças e é-me pedido muitas vezes que exponha os meus conhecimentos científicos sobre as coisas, que demonstre com estudos aquilo que defendo e que apresente um rigor científico, já que é nesta área que trabalho e investigo. Estes pedidos sempre me incomodaram cá no fundo, mas nunca tinha conseguido verbalizar verdadeiramente porquê. Esta frase explica profundamente porquê, porque me sinto assim, perante esses pedidos pela ciência, pelos estudos (que eu amo e considero absolutamente necessários e importantes!). 

É que, de facto e absolutamente, há coisas que simplesmente não se fazem, independentemente dos resultados que possam obter! 

Aqui fica a partilha desse parágrafo. O livro é o "Bésame Mucho" do Pediatra Carlos Gonzalez, cujos livros recomendo ler e reler e reler e reler.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Convulsão Febril e o Coração de Mãe

Aqueles que já passaram por essa experiência de ver um filho a ter uma convulsão febril, sabem bem ao que me refiro...

No início de Janeiro o meu filho amado apanhou a minha gripe e acabou por fazer uma convulsão febril, felizmente em plena consulta da médica dele, que nos ajudou a lidar com aquilo!...

Quem passou por isso, sabe exactamente o terror que é... Juro que achei que se me ia o filho nesse dia!... Foi horrível e embora saiba que há probabilidades de vir a repetir em febres futuras, vivo desejando não termos que passar por isso de novo: ele e nós, pais e família... É verdadeiramente assustador!

Esta tarde, infelizmente e após uma noite muito agitada, o Afonso voltou a fazer febre... Imaginem o meu coração, os meus medos... Por sorte estava com os meus sogros e pude tratar de tudo com a ajuda deles. Mas claro que chegou a hora de virmos para casa! E foi nessa viagem de cerca de 25minutos que percebi o quão marcada e traumatizada fiquei com esse episódio!... Vim a viagem inteira numa tensão e medos diabolicos, sempre receosa que o Afonso iniciasse uma convulsão, ali mesmo ao meu lado e eu sem poder acudir, por estar a conduzir... Embora seja uma viagem relativamente curta, para mim nunca mais terminava!...

Agora dorme aqui o meu anjinho ao meu lado, depois de ter tomado paracetamol, a ver se passa uma noite melhor que ontem, e se o corpinho corajoso, mas pequenino dele combate essa coisa que o voltou a atacar.

Ainda que me tenham dito, que tenha lido, etc., que uma convulsão não tem problema, que eles não se lembram, etc. Etc. Etc..... Não deixa de ser assustador e não me conseguem convencer a 100% que um curto-circuito daqueles no cérebro não faça qualquer mossa... Faz, nem que seja ao meu coração de mãe galinha, com o coração nas mãos!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Há lá coisa melhor!...

...Que ter um filho, que ser abraçada por um filho, beijada por um filho, ouvir aquele doce e redondo "mamã" de um filho...

Há dias em que ainda não me parece real e não acredito que estou a viver tamanha felicidade!!

Obrigada natureza, obrigada meu amor, obrigada filhinho, pelos sorrisos diários!

domingo, 1 de dezembro de 2013

E afinal, consegui!...

Hoje dei comigo a olhar para a minha vida com alguma incredulidade...

Sempre tive sérias dúvidas se algum dia conseguiria fazer frente às responsabilidades de ter uma casa, pagar contas, trabalhar, ser esposa e, sobretudo, ser mãe. Não sei se é porque me foram ficando inculcadas na alma as palavras de outras pessoas ou se é da minha autoestima reduzida que foram resultando esses pensamentos. Mas a verdade é que existiram durante muito tempo (e ainda os vou sentindo por vezes!). Demasiado tempo. 

E depois, depois houve a realidade que se foi impondo, entre depressões, uma adolescência e início de idade adulta muito muito conturbados, uma falta de autoestima gigante, uma profissão falhada/infeliz, namorados que não ficavam (tanto porque não queriam ficar - os que ia querendo que ficassem - como porque eu percebia que não era com eles que queria construir este projecto de vida a dois [três, quatro, cinco,....?]), enfim, repetidos estados de fuga de mim mesma, da minha vida, do meu pensamento, do meu ser...

E tudo se acumulava confirmando as minhas incapacidades em fazer da vida e do mundo um lugar onde é possível sorrir e ser-se feliz dia-após-dia. 

E afinal, agora olhando para trás, tanta dúvida, tanto sofrimento, tanto questionamento e medo e afinal... Mas também tanta luta, tanta determinação, tanta modificação na (minha) vida e em mim. Tantas palavras gastas no cadeirão junto ao divã. Tantas lágrimas. Tanta vontade de sorrir e rir!

E afinal.... Afinal cá estamos! Às vezes ainda não parece real... Casada com um um homem que amo, apesar das (muitas) imperfeições [ai e as minhas?!?!?], uma casa que apesar de não ser exactamente o sonho nem estar onde sonhei, tem muito do que sempre desejei e sonhei também, trabalho que gosto muito, muito mesmo, sorrisos diários, apesar das preocupaçõees com a crise e com o futuro, um filho LINDO DE MORRER, perfeito, cheio de saúde e maravilhoso-MARAVILHOSO! (para além de uma família alrgada, amigos e amigas, enfim, tudo o resto!)

Claro que nem tudo são rosas e ainda há muito a fazer, mas... Afinal.....

Con---consegui?.... Da escuridão e do frio, da dúvida e do medo, para a luz, as alegrias, o calor.... a FE-LI-CI-DA-DE?....Será possível?....

CONSEGUI! E tu, meu doce e amado filho, aí estás como testemunha! 

É possível reparar uma vida desfeita em fiapos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Amor sem limites

Quase 15 meses... Nasceste ha apenas quase 15 meses, mas mudaste as nossas vidas, a minha vida, de forma tao completa e total!...

Quase que parece que antes não vivia...

Desde que nasceste, TODOS os dias rio e sorrio, TODOS os dias e momentos tenho o coração repleto de alegrias, de felicidade e de agradecimentos e todos os problemas são relativizados e minimalizados perante o teu sorriso franco, a tua alegria contagiante, a tua curiosidade sem fim e o teu amor sem limites. Ter-te é mil vezes melhor do q sonhei, imaginei ou desejei! É um amor sem palavras, sem definição. Um amor avassalador e maravilhoso.

Todo o meu sentido de existência mudou. Os objectivos, os propositos, tudo! Porque de repente eu deixei de ser central e tu passaste a ser o meu mundo!

Não quer isto dizer que me anulei, claro, nem isso seria Saudável, mas simplesmente as prioridades foram redefinidas e tu, meu amor, passaste a ser o sol da nossa galaxia familiar!

Um filho muda-nos, transforma-nos, quase que nos muta, mas definitivamente metamorfoseia-nos! É difícil perceber como algumas pessoas parecem passar ao lado destas modificações maravilhosas... A psicologa em mim compreende, mas a mulher e mãe não, já que toda esta experiência de maternidade tem sido tao tao animal, tão tão instintiva...

Amo-te, menino do meu ser, menino-cria!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Eco 3D

Depois de MUITAS dúvidas e receios, depois de muito ponderar, não consegui evitar e fomos fazer a famosa Eco 3D. E posso dizer q no meu caso valeu BEM a pena! :)

Chorei q nem uma madalena e emocionei-me MUITO com o nosso menino lindo! 

O Dr. começou por nos pregar o susto das nossas vidas, ao dizer q eram dois, um menino e uma menina e explicou-se q os outros Drs. n tinham conseguido ver até lá pq n tinham lentes 3D... enfim, foi um minuto q nos pareceu uma eternidade e com o nosso historial, vacilámos mesmo, assustados com essa possibilidade, mesmo sabendo q era super remota a possibilidade de ser verdade!

Depois o Dr. continuou com o seu bom humor e fez as vontades do papá e fartou-se de dizer q o Afonso era a cara chapada do pai, q tinha o nariz do pai e etc. O pai saiu tão, mas tão babado e inchado q não vos consigo descrever! ehhehe! 

O nosso bebé já tem uma posição favorita, com as mãos à frente da cara e n as retirou dali por nada, por mais manobras q o Dr. fizesse. Assim, n deixou tirar nenhuma foto de frente, mas as q temos já são suficientes para nos deixar TOTALMENTE babados pelo nosso pequenote que já está tão grande!!.....

E aqui vos deixo umas amostras das LINDAS fotos do nosso Afonsinho....



sábado, 9 de junho de 2012

Flores e Amor....




Chegou aquela altura do ano em que vemos Lisboa florida, coberta de cor... E é com vergonha que admito que apenas este ano parece q esta explosão de beleza, cor e cheiro me tocaram de forma tão profunda e tão completa...

Em quase cada rua e recanto, é possível vislumbrar essas imponentes árvores, cheias de flores roxas, que cobrem o chão com uma nova tonalidade, animando-o e providenciando-lhe uma nova vida. Hoje não pude mais e tive que vir verificar se essas árvores maravilhosas sempre seriam as famosas Jacarandá, da linda cantiga que encheu a minha infância e juventude....... "Flôr do Jacarandá".......

Mas se o Jacarandá-Mimoso é algo que desde sempre tem feito parte da minha vida, seja em forma de música, poesia, tonalidades ou imagens nunca antes verdadeiramente focadas e consciencializadas, este ano "descobri" uma outra maravilha, menos comum que o Jacarandá, mas tb muito presente nalgumas ruas da nossa cidade... A primeira vez que as "vi" foi na Amadora, há uns dias e pensei logo: "Que flores exóticas! Que serão?"  


E hoje, esta busca pelo Jacarandá do meu passado de juventude, trouxe-me a resposta a essa questão: são "Erythrina Speciosa" ou Mulungu-do-Litoral e tal como o Jacarandá, é uma árvore Oriunda do Brasil, pelo q penso q devem ter sido trazidas de lá em tempos mais gloriosos para o nosso País, deixando-nos esta herança maravilhosa nas nossas terras lusas!

Hoje, num lindo passeio com o marido e o nosso Afonso-em-formação, passeámos por Lisboa e pude apreciar estas esplendorosas dádivas da natureza.

Que eu consiga, Afonso, ensinar-te e transmitir-te a importância da Natureza, da beleza, da cor, da poesia, da música, do Amor e desses encantos tão distanciados do poderio económico, do capitalismo feroz ou da imperiosa necessidade do ser humano de possuir mais a mais bens físicos.......... Que outros bens te possam animar a alma, tal como a nós, os teus pais, animam!

Com muito amor, para ti, meu lindo filho sonhado e desejado!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Amo......

Amo sentir-te dentro de mim, cada vez mais forte, cada vez mais vezes!!!.....









sábado, 10 de março de 2012

Amor, hidroginástica e um presente saboroso...

Ontem fez 6 anos que eu e o meu amor entregámos o coração um ao outro... Depois de alguns meses de jogos do gato e do rato, finalmente surgiu o primeiro beijo, a primeira entrega. Foi há 6 anos (e um dia), no dia 9 de Março de 2006, nos Açores, Ilha da Terceira, onde estávamos em trabalho......Como eu posso trabalhar a partir de casa e ele estava dispensado do trabalho, aproveitámos a manhã para estar na ronha e depois fomos passear de mão dada, aproveitando o dia maravilhoso q se pôs. Finalizámos a lembrança da data com um belo almoço numa esplanada e voltámos para casa, pois o trabalho apertava e não podíamos estar o dia todo sem fazer nada.... Foi uma manhã maravilhosa.... 

Ao fim do dia foi dia de voltar à hidroginástica. Foi o 2º dia. No primeiro tinha gostado, mas cnfesso que tinha ficado um pouco desiludida por ter sentido q tinha sido pouco puxado. No entanto, percebendo q uma parte disso estava na minha mão, empenhei-me em seguir os movimentos da instrutora, mas tentando ser mais vigorosa e mais cuidadosa com o ritmo. É extremamente difícil seguir o ritmo da música debaixo de água, sobretudo com o medo de me esforçar demais. Mas decidi ir forçando e estando atenta à forma como me sentia, procurando ir doseando o esforço com isso. Gostei muito mais e hoje confesso q estou algo cansada. Não me doem músculos, mas sinto-me cansada..... Era mesmo isto q eu precisava de voltar a sentir.  


Parte-se-me, no entanto, o coração, ao saber que na próxima 4ª vou ter q perder a minha aula, já que já tinha compromissos de trabalho marcados para o dia e hora da aula.... E o pior é saber q se na próxima semana só faço uma vez, daqui a duas tb, já que na 5ª feira será finalmente dia de amniocentese..... 

Ainda n decidi se depois disso, na semana seguinte, falto a alguma aula, a uma ou a ambas. Os médicos mandam descansar apenas 4 dias, mas tenho receio de ir logo fazer actividade física, pelo q penso q vu pelo menos faltar a uma aula, para dar uma semana de descanso.....

Enfim, logo se vê! Ainda faltam 2 semanas!

E finalmente, resta-me faltar desse presente saboroso que na passada 4º feira descobri que vou ter com cada aula de hidroginástica!..........

Ora bem, a aula começa às 20h05m e dura 35 minutos, após os quais a professora nos manda sair da piscina de hidro e dirigir-nos à pequena "piscina" ao lado, muito semelhante a esta da foto:


E é o paraísoooooooo!!! eheheheheh! Jacuzzi privado para nós! Como somos poucas, ainda por cima todas temos direito a um jacto de ar para cada uma! A única coisa q n podemos fazer é direccionar os jactos para as barrigas, claro está! De resto, é bolhas nas costas, na dorsal, nas pernas, no bumbum.... Enfim, onde nos doer ou onde a circulação estiver pior! TOTALMENTE terapêutico!

 Para mim q amo estar na água e em que qq actividade relacionada com água me enche de imensa felicidade e paz, estes últimos 10 minutinhos de prendinha são totalmente a cereja em cima do bolo!!! :))))))))) Benditos 25€ gastos!!!!

Pena é que seja apenas 2X por semana e que a próxima aula esteja agora tão longe... Pior ainda, já q terei q faltar à próxima!... :(

De qq forma, combinei com uma amiga grávida ir caminhar com ela amanhã de manhã para fazermos 3X por semana de exercício. Ela faz exercício num centro de grávidas em Lisboa, aulas tipo yoga e pilates, mas tb é apenas 2X por semana, pelo q como moramos relativamente perto, combinámos aproveitar os domingos de manhã e os maridos na cama a ressonar (no caso dela, o filhote de 8 anos tb) e vamos caminhar e cumbersar! :)

A ver se o meu peso estabiliza q se eu nunca fui muito elegante, com os tratamentos a coisa piorou e ter tido q parar a minha natação e exercício físico em Dezembro durante 3 meses foi uma desgraça!!! Há uma grávida em fim de gravidez, quase 39 semanas q apenas engordou 8 Kg!!!!! Tb quero! Mas já lá vão +3Kg só no primeiro trimestre.......

De qq forma, o q interessa é q tenho tido cuidado com a alimentação, embora confesse q por vezes tenho comido uns doces a mais ou um folhado a mais.... (shame on me!).... Tv possa melhorar isso, imagino, se o peso n se estabilizar agora q recomecei com o meu muito amado exercício físico! E estou a fazer exercício, melhorando a forma física e preparando o parto e tudo e tudo!..... Ou seja, creio q estou a fazer o q posso qto ao peso. Depois, qd tudo isto acabar, logo me preocupo com recuperar o ganho da gravidez e nos tratamentos!.....